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‘Eu não a reconheci, ela estava no chão sujo, muito fraca, gritando por socorro’, diz irmã de vítima de feminicídio em Japeri; companheiro é preso

Homem é preso por morte da companheira após espancamento em Japeri, na Baixada Fluminense Familiares de Gabriela Ferreira Reis da Cruz, de 41 anos, que morre...


‘Eu não a reconheci, ela estava no chão sujo, muito fraca, gritando por socorro’, diz irmã de vítima de feminicídio em Japeri; companheiro é preso
‘Eu não a reconheci, ela estava no chão sujo, muito fraca, gritando por socorro’, diz irmã de vítima de feminicídio em Japeri; companheiro é preso (Foto: Reprodução)

Homem é preso por morte da companheira após espancamento em Japeri, na Baixada Fluminense Familiares de Gabriela Ferreira Reis da Cruz, de 41 anos, que morreu depois de passar dias internada após ser espancada, segundo a polícia pelo companheiro, contaram que a vítima vivia em condição de abandono e de vulnerabilidade social, em Japeri, na Baixada Fluminense. A Polícia Civil do RJ prendeu nesta terça-feira (4) o companheiro pela morte de Gabriela. O caso é investigado como feminicídio. O suspeito, identificado como Adriano Reis da Cruz, foi localizado por agentes da 63ª DP (Japeri) no bairro de Turiaçu, na Zona Norte do Rio. A irmã de Gabriela contou que encontrou a vítima em situação extremamente debilitada. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça "Me avisaram do fato ocorrido, que ela estava lá em estado crítico, gritando de dor, pedindo socorro. Quando cheguei, encontrei minha irmã num quarto sujo, no chão, me pedindo socorro. A barriga estava muito inchada. Ela estava muito suja. Parecia que estava há dias sem banho, sem comida. Eu não reconheci ela, porque estava muito magra, muito debilitada, muito fraca", relatou. Gabriela Ferreira Reis da Cruz Reprodução/TV Globo Gabriela estava internada em estado grave no Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), após sofrer múltiplas agressões, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o hospital, ela deu entrada na unidade na última sexta (31), passou por uma cirurgia de emergência e permaneceu internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Na manhã de segunda (3), sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. As investigações apontam que as agressões começaram quando Adriano tentou abusar sexualmente da filha adulta de Gabriela. Ao tentar resistir, a jovem foi atacada. Quando a mãe interveio para defender a filha, passou a ser alvo da violência. De acordo com a Polícia Civil, o homem desferiu socos e chutes contra Gabriela e utilizou o cabo de uma foice e uma marreta para golpeá-la diversas vezes. Os investigadores afirmam que as agressões continuaram mesmo depois de a vítima perder a consciência. Ainda segundo a polícia, Adriano chegou a pegar um facão e ameaçou matar a companheira. A execução só não foi consumada naquele momento porque um dos filhos menores se jogou sobre o corpo da mãe enquanto as outras crianças pediam que o agressor parasse. O crime aconteceu diante dos filhos da vítima, alguns deles menores de idade. Adriano Reis da Cruz ao chegar na 63ª DP (Japeri) Reprodução/TV Globo Após as agressões, segundo a investigação, o suspeito manteve Gabriela e os demais familiares trancados dentro da residência, impedindo que procurassem ajuda. A família só conseguiu pedir socorro depois que o homem tomou um medicamento e adormeceu. "Ela estava gritando de dor", diz irmã O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu. O velório aconteceu nesta terça-feira (4), no Cemitério de Engenheiro Pedreira, em Japeri. Histórico de violência Gabriela Ferreira Reis da Cruz Reprodução/TV Globo De acordo com a Polícia Civil, o feminicídio foi o desfecho de um longo histórico de agressões. Os investigadores identificaram registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. Em 2011, Gabriela denunciou ter sido agredida com socos, chutes e puxões de cabelo. Em junho deste ano, ela voltou a procurar a polícia após sofrer novas agressões e ameaças de morte com uma foice. Na ocasião, a vítima solicitou medidas protetivas de urgência, que estavam em vigor quando ocorreu o ataque que provocou sua morte. Abusos contra a enteada Além do feminicídio, a Polícia Civil apura denúncias de que Adriano teria submetido a enteada a abusos sexuais desde a adolescência e a ameaçado para impedir que os crimes fossem denunciados. Segundo a investigação, os abusos teriam começado quando a jovem tinha 15 anos e se prolongado ao longo dos anos. Os relatos estão sendo apurados em um procedimento policial separado. Durante as diligências na residência, os policiais também apreenderam um revólver com seis munições. O suspeito responderá por feminicídio consumado, descumprimento de medida protetiva, sequestro ou cárcere privado e posse irregular de arma de fogo. As investigações continuam. Adriano Reis da Cuz Reprodução/TV Globo 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

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